22.6.05

Você não é o que você consome



.
Comments:
Esse talvez seja um dos poucos filmes que critica de forma honesta a devastação da ecologia psicológica que o desuso dos meios de comunicação podem fazer a um indivíduo. O discurso (This is your live) fala bem o que é se tornar algo a partir do que se possui e não do que é.

O American way of live se tornou uma forma de tortura lenta e ascendente do ser humano, da obliteração dos direitos, das individualidades e do livre pensar em troca de uma letargia deslumbrante que nos distraia da realidade.

Isso nos deveria colocar a pensar porque diante dessa onda de puritanismo exacerbado, o pecado mais comum e atual: a idolatria (culto à imagem), passa batido por uma crítica decente...
 
De fato. O problema é que desde que nascemos somos bombardeados por mensagens que nos dizem o que fazer, o que usar e que assim seremos algo. É a criação de uma realidade conveniente. É incluir a força e lentamente as pessoas numa engrenagem de consumo com consequências devastadoras. Por que existem tantas pessoas infelizes no mundo? Nego quer o que nunca vai conseguir ter, mas tem que ter porque viu na TV. Acho que História da Comunicação deveria ser ensinada na escola, tudo bem que não seria viável, nem interessante para essa engrenagem, mas acho que seriam formadas pessoas mais conscientes. É tudo uma questão de consciência. Ter consciência da realidade. Take the red pill léo, take the red pill.
 
"But the blue one makes me so horny..."

Ahahahahahaha!
(Thanks Pfizer...)
 
Hehehehe... Mais uma necessidade criada... nego não consegue "eregir" porque acha que tem sempre que ter sucesso...Porque acha que não é bonito, que não atrai... É foda, ou não... hehe
 
Marcelo. concordo perfeitamente. O que nós podemos fazer é mostrar que existem outras possibilidades. Dar agulha e linha e tecido e deixar que as pessoas costurem seu próprio caminho. É dar a possibilidade de escolha. Estar infeliz é uma coisa, reclamar e buscar se mexer é outra. As vezes as pessoas não o fazem pois não sabem que existe outra possibilidade.

Sendo um pouco facista, vc não quer comentar aqui mais eu sou obrigado a colocar o que vc me disse em e-mail, porque afinal reflete o que penso tbm.

Beijos.


"li o post sobre o clube da luta, e li os comments...
rapaz, não tou qualificado pra opinar,
não no nivel em que esta a conversa lá...

mas aqui entre nós, eu continuo achando esse lance de red pill
meio perigoso...até porque a gente sempre acha que o povo
das micaretas anda insatisfeito e triste, vivendo uma vida sem
sentido e sem razão...mas eu ouço muito mais gente das nossas
fileiras de intelectuais libertários reclamando da vida do que eu
ouço quando vou ao Vital ou algo parecido...

por sinal, nunca ouvi um chicleteiro reclamando que esta insatisfeito
da vida...agora, a intelectualidade tá sempre incomodada e triste...

será que não é a gente que tem que tomar a pilula?...:-D

no final das contas continuo achando que cada um tem que achar
suas proprias saidas pra viver melhor na sua propria realidade...

a unica revolução real contina sendo a revolução pessoal...
a unica mudança que o homem pode perpetrar na totalidade
é a sua propria mudança...

qualquer mudança além disso termina sendo meio fascista,
porque nivela dois ou mais na realidade de um só...

é aquele lance de fazer uma roupa tamanho unico...
baseia-se no tamanho do médio, mas o grande e o pequeno
terminam se ferrando porque são diferentes...

não seria melhor que cada um fizesse sua propria roupa,
do seu proprio tamanho, cor e material...

a unica ação que a gente pode fazer em relação ao outro
é ajudar que o cara tenha agulha, linha e pano pra fazer sua
propria roupa...mas depois que o cara tiver isso tudo,
temos que deixar ele curtir...e se ele quiser fazer um abadá
do Nana, beleza...:-D

abraço fraterno

Marcelo"
 
Entendo, Pedro.

Acho que uma autocrítica aqui é oportuna. Imaginar
que somos os que tiveram a oportunidade de escola,
universidade, trabalho, dinheiro, PC, acesso web
e páginas Web/blogs/fotolog para poder se comunicar
com o resto da minoria é algo que incomoda a audiência.

Nosso mundo é pequeno e vem de 30 em 30 segundos.

Nesse ponto acho que a ignorância é uma benção
se imaginarmos que mesmo após todo a acesso
à cultura que fomos privilegiados e a capacidade
de "ler as entrelinhas", nos pegamos consumindo
bosta e esperando o fim de semana para esquecer
que nos abstemos. Que o sorriso confiante no rosto
é porque ao contrário do criatura-operário do meu lado,
no Transcol eu sei como e porque estou sendo enganado.

(Hm... Escola de Frankfurt... Isso me lembrou da piada
do português que entra no bar com um cocô de cachorro
na mão dizendo "olhem só no que eu quase pisei!")

Talvez a própria crítica seja um "fashion behavior"
a lá RATM, vestindo camisas com estampa do Guevara
e tênis Adidas para ir na rave; descendo o malho
na administrção estadunidense sem perder os capítulos
de Friends, claro.

Estamos gritando num grande auditório para um público
pequeno demais que está interessado no coffee break,
Pedro. É difícil ser altruísta dessa forma.

De qualquer forma val a pena tentar.

Obs.: Vou ver se acho um artigo do Cláudio Avatar,
"Nietzsche venceu" que eu salvei no meu PC e te passo.
 
É como a Adbusters e o tênnis do black spot. Fizeram da guerrilha contra marcas uma própria marca. Enfim...

Sim me mande o texto e aguarde um projeto que estou desenvolvendo aqui... é o famoso dot it yoursef. Muito bacana.

Abrá!
 
Postar um comentário

<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?